O amor a profissão se foi...
- Quem leu? Mamãe!
- 20 de jun. de 2023
- 2 min de leitura

No final de semana que se passou precisamos de atendimento médico para o nosso filho, o Henrique.
Como estamos sem plano de saúde corremos para a UPA em busca de atendimento, era por volta de 23:47 quando chegamos por lá.
Na pediatria não haviam crianças esperando para serem atendidas, a sala de espera estava vazia, então de cara nós ficamos aliviados, pois a dor do nosso filho (que esta chorando devido a dor de ouvido e garganta) seria rapidamente avaliada e teria uma indicação de tratamento.
Mera ilusão, a primeira análise foi realizada, a ficha foi preenchida, porém esperamos por quase 1 hora na sala de espera vazia. Nesse meio tempo me senti super irritada e incomodada, mas ainda assim fui gentil ao me dirigir a recepção para perguntar sobre o médico. O recepcionista se fez de espantando me dizendo "oh, o doutor não desceu ainda?", mas enfim.
Quando finalmente fomos atendidos, nos deparamos com um médico totalmente acelerado, com pressa, fala rápida, mal nos ouvia, mal atendeu o nosso filho, pasmem, mesmo eu tendo indicado que a nossa ida ao PS tinha sido em decorrência de uma dor de ouvido advinha o que ele não examinou? Exatamente o ouvido, eu tive que pedir pra que ele o fizesse.
Enquanto nosso atendimento era realizado por um médico que já não estava tão focado no que deveria fazer, fomos interrompidos por uma funcionária que se quer nos pediu licença e simplesmente seguiu tentando resolver seu problema com o médico que nos atendia.
Pós atendimento aguardamos para que a medicação fosse administrada, nosso filho iria tomar uma tão indesejada injeção e ao invés de ser um processo rápido (porque tranquilo já era esperado que não fosse) não foi, as enfermeiras conversavam entre si, sem dar o mínimo de atenção aos pacientes, desfilavam para lá e para cá com a injeção na mão enquanto meu filho se desesperava.
O que eu tiro de tudo isso? Que aquela frase de "tal profissão por amor" já se foi, as pessoas estão cada vez menos "humanas", não se importam e eu sinceramente não entendo o motivo.
Qual a razão de dedicar tempo e dinheiro para cursar algo ao qual você não irá de fato fazer com todo vigor? Ainda mais numa profissão onde você PRECISA estar atento, ouvir e se importar com a VIDA.
Como mãe me senti impotente, fraca, pudera eu resolver todos os problemas dos meus filhos sem necessitar de auxílio externo, ainda mais desse tipo de auxílio, que sonho seria.
Espero que um dia a "humanidade" volte, embora esteja difícil de acreditar.



Comentários