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  • Foto do escritor: Quem leu? Mamãe!
    Quem leu? Mamãe!
  • 28 de ago. de 2023
  • 2 min de leitura

Querida mãe,


Todos nós, estamos familiarizados com a busca incansável por uma casa perfeitamente arrumada. Passamos horas varrendo, esfregando, dobrando roupa e organizando cada canto do nosso espaço, na esperança de que cada detalhe esteja impecável e que permaneça assim.

É como se a ordem da nossa casa fosse um reflexo direto do nosso sucesso como mães. Quanto mais organizada a casa, melhor mãe nós somos, certo? Errado.


Mário Sergio Cortella diz: "Uma casa que não tem nada fora do lugar, é uma casa morta."


Às vezes, nós saímos derrotadas na batalha pela casa perfeita. Gastamos tanto tempo e energia preocupados com a limpeza e organização que esquecemos das coisas que realmente importam: o tempo de qualidade com nossos filhos, o momento do casal e principalmente o auto cuidado.

Nossas crianças precisam de nossa atenção, do nosso carinho, de nossas histórias e risadas. Eles precisam de nós, não da nossa busca incessante por perfeição em nossa casa, só de nós.

Claro que eu não estou aqui apoiando a bagunça (muito menos a sujeira - não é disso que estamos falando), mas a bagunça precisa existir numa casa viva, com crianças, com alegria.


Quinta passada falei para a minha filha que faríamos várias atividades ao longo do final de semana, mas devido a demanda da casa isso não foi possível e, claro que ela não vai se esforçar para entender isso. O que me restou? Lidar com a frustração dela e ouvir a lista de tarefas prazerosas que deixei de fazer ao lado dela por estar ocupada demais com a casa.


Viver nessa busca de "perfeição" é como se estivéssemos em uma corrida constante para surpreender as expectativas dos outros. Tentamos seguir padrões irreais de revistas de decoração ou influenciadores de redes sociais, convencidas de que, se não alcançarmos essas expectativas, seremos consideradas menos dignas como mães. Mas, a verdade é que nossos filhos não se importam se tivermos tapetes alinhados ou móveis de revista. Eles só se importam com nosso amor, nosso apoio e nosso tempo.


Quando nossa atenção está totalmente voltada para a limpeza, organização e perfeição, perdemos a oportunidade de simplesmente sermos mães. A maternidade é bagunçada, é caótica, é imperfeita - e está tudo bem. É nesse caos que encontramos os momentos mais preciosos, as risadas mais gostosas e as memórias mais dolorosas (as do tempo perdido).


Então, minhas queridas, não deixem que a obsessão por uma casa perfeita roube o tempo que vocês poderiam passar com seus filhos. Afinal, nossos filhos crescem tão rápido, e esses momentos não voltam. Deixemos de lado as expectativas externas e abracemos a beleza da maternidade em sua forma mais autêntica.


Com carinho,

Thais Abreu.

 
 
 
  • Foto do escritor: Quem leu? Mamãe!
    Quem leu? Mamãe!
  • 7 de ago. de 2023
  • 2 min de leitura

Queridas mães,

Como algumas de vocês sabem eu tenho dois filhos, um casal, a Helena e o Henrique e eu não sei você, mas muitas vezes fui questionada (por terceiros) e também me fiz esse questionamento "qual dos dois você ama mais?", "qual dos dois eu amo mais?". Parece uma pergunta dura, mas é real, não precisamos mentir, aqui não, eu dou essa abertura e estou aberta a compartilhar sobre isso com vocês. Eu tive a minha resposta, não tem quem eu ame mais ou menos, cada um deles é único e eu os amo de acordo com o que eles são, com a abertura que temos.

Como disse anteriormente, algumas pessoas já me fizeram essa pergunta e com certeza, mais do que quando me perguntam a minha idade, o meu peso ou as minhas medidas corporais, essa pergunta sempre me fere e me constrange, mais que tudo.

Como as pessoas podem achar que eu vou colocar o amor que sinto pelos meus filhos numa balança? Como elas ousam me dizer que eu amo mais um do que o outro? Como? É o que eu fico me perguntando quando ouço coisas do tipo "ah, mais você abraça mais fulano", "ah, mais você é mais paciente com esse", "ah, mais você brinca mais com esse", "ah, mais você sede mais as escolhas daquele". Sério mesmo que é dai que vocês de forma irresponsável, medem o MEU amor? Como vocês se iludem!

Mas calma, também não vou me estressar com vocês de graça. Até porque eu também já pensei isso, sim, não vou mentir.

O meu relacionamento com a minha mãe me fez questionar isso, achar que ela ama mais o meu irmão me fez achar isso, mas hoje sendo mãe eu entendo bem melhor.

Entendo que os pais tem expectativas a respeito de seus filhos. Entendo que a afinidade acontece de forma diferente. Entendo que cada pessoa olha o outro de forma única.


Hoje algumas pessoas que julgam dizem que eu "amo" mais a Helena, mas veja bem ela é mais carinhosa, mais atenta e cuidadosa. Já o Henrique é pura diversão, inteligência e carisma. A Helena cuida de quem esta por perto e tem todo aquele charme de mocinha, além de ser uma criança que me surpreende, aliás, eu nunca sonhei ser mãe de menina. O Henrique pelo contrário, já vem trazendo a muvuca pra minha vida, falando um monte, com rimas e piadas, mas também já traz todo o seu questionamento sobre a vida e o mundo que o cerca. E por ser muito inteligente, em certos momentos isso é algo complicado de lidar.


Vocês conseguem perceber? Ou pelo menos imaginar? Não tem amor menor ou maior.

Não seja a pessoa que se atreve a medir o amor alheio, muito menos o amor de uma mãe, não vamos julgar a amiguinha, combinado?

Você que é mãe de dois ou mais, destaque os pontos de afinidade que você tem com cada um de seus filhos e cultive-os, tire um momento com cada um deles para explorar isso e aproveite!


Com Carinho,

Thais Abreu.



 
 
 
  • Foto do escritor: Quem leu? Mamãe!
    Quem leu? Mamãe!
  • 24 de jul. de 2023
  • 2 min de leitura

Queridas amigas,


Hoje, eu gostaria de falar com vocês sobre o valor do tempo compartilhado com nossos filhos, valor esse, que dinheiro nenhum no mundo compra.

Acredito que, em meio às demandas da vida, muitas vezes nos esquecemos do que realmente importa e permitimos que o tempo escorra entre nossos dedos como areia fina. Sei que é fácil falar, sei que a prática demanda muito de nós, mas não podemos nos esquecer de qual é nossa prioridade. Será que você não tem mesmo 10 minutos por dia? 30 minutos aos finais de semana? Tempo para um filme com pipoca?

Você pode até ter sido influenciado a acreditar que o sucesso é medido por contas

bancárias recheadas, carros caros e uma lista interminável de bens materiais. No entanto, deixe-me contar-lhe um segredo : o dinheiro não pode comprar o tempo perdido com o seu filho e, até que nossos filhos entendam que o trabalho é necessário, é nossa obrigação cuidar para que nós não nos esqueçamos que os nossos filhos são tão necessários quanto qualquer coisas, são nosso bem mais precioso. O dinheiro traz sim conforto, não podemos negar e ele é uma necessidade humana, mas ele não pode ser o único motivo de nossas vidas, nem o principal, ainda mais se tivermos filhos.

Nenhum tesouro financeiro pode ser comparado à alegria genuína estampada no rosto de uma criança ao ver seu pai ou mãe dedicada a ela. São nos momentos mais simples que criamos laços eternos, construímos memórias que resistem ao teste do tempo e encontramos a verdadeira felicidade.

O dinheiro não pode comprar os abraços apertados e os beijos suaves antes de dormir, que acalentam a alma e transmitem amor incondicional. Não há quantidade de riqueza que compense as risadas espontâneas e brincadeiras despretensiosas, que fazem a vida brilhar com cores vivas e intensas.

Ser "rico" pode abrir portas e proporcionar conforto, mas não pode substituir as histórias compartilhadas durante as refeições em família, a leitura de um livro com vozes finas para os personagens, o "bom dia" e "boa noite", uma brincadeira depois de um longo dia de trabalho, mesmo que o o corpo queira desabar.

As lembranças mais preciosas são construídas a partir de vivências e experiências compartilhadas, das aventuras mais simples aos desafios superados em conjunto.Os olhos brilhando de um filho ao receber atenção de seus pais são capazes de curar o dia cansativo, o mau humor, a falta de recursos financeiro e ainda vai encher o seu coração e o do seu filho de alegria e mais, é exatamente disso que ele vai se lembrar.

Portanto, convido você a refletir sobre o que realmente importa em sua vida. Lembre-se de que o tempo é o recurso mais valioso que possuímos, e ele é finito.

A carreira, o sucesso e a busca incansável por dinheiro devem sempre ser equilibrados com o tempo de qualidade dedicado aos que mais amamos.

Seja presente, seja amoroso e seja um exemplo para seus filhos. Valorize cada momento compartilhado, pois são esses momentos que definem quem somos e como seremos lembrados.


Lembre-se de que, ao final de nossas jornadas, o legado que deixamos para trás não será medido por nossas posses materiais, mas sim pela marca de amor e cuidado que deixamos em nossos filhos.


Com carinho,

Thais Abreu.



 
 
 
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